O que é o Alcoolismo?

O que é o Alcoolismo? do ponto de vista médico, o alcoolismo é uma doença crônica, com aspectos comportamentais e socioeconômicos, caracterizada pelo consumo compulsivo de álcool, na qual o usuário se torna progressivamente tolerante à intoxicação produzida pela droga e desenvolve sinais e sintomas de abstinência, quando a mesma é retirada.

Fatores Genéticos

Sem desprezar a importância do ambiente no alcoolismo, há evidências claras de que alguns fatores genéticos aumentam o risco de contrair a doença.

O alcoolismo tende a ocorrer com mais freqüência em certas famílias, entre gêmeos idênticos (univitelinos), e mesmo em filhos biológicos de pais alcoólicos adotados por famílias de pessoas que não bebem.

Estudos mostram que adolescentes abstêmios, filhos de pais alcoólicos, têm mais resistência aos efeitos do álcool do que jovens da mesma idade, cujos pais não abusam da droga.

Muitos desses filhos de alcoólicos se recusam a beber para não seguir o exemplo de casa. Quando acompanhados por vários anos, porém, esses adolescentes apresentam maior probabilidade de abandonar a abstinência e tornarem-se dependentes.s

Filhos biológicos de pais alcoólicos criados por famílias adotivas têm mais dificuldade de abandonar a bebida do que alcoólicos que não têm história familiar de abuso da droga.

Aspectos Gerais do Alcoolismo

A identificação precoce do alcoolismo geralmente é prejudicada pela negação dos pacientes quanto a sua condição de alcoólatras. Além disso, nos estágios iniciais é mais difícil fazer o diagnóstico, pois os limites entre o uso “social” e a dependência nem sempre são claros. Quando o diagnóstico é evidente e o paciente concorda em se tratar é porque já se passou muito tempo, e diversos prejuízos foram sofridos. É mais difícil de se reverter o processo.

Como a maioria dos diagnósticos mentais, o alcoolismo possui um forte estigma social, e os usuários tendem a evitar esse estigma. Esta defesa natural para a preservação da auto-estima acaba trazendo atrasos na intervenção terapêutica. Para se iniciar um tratamento para o alcoolismo é necessário que o paciente preserve em níveis elevados sua auto-estima sem, contudo, negar sua condição de alcoólatra, fato muito difícil de se conseguir na prática. O profissional deve estar atento a qualquer modificação do comportamento dos pacientes no seguinte sentido: falta de diálogo com o cônjuge, freqüentes explosões temperamentais com manifestação de raiva, atitudes hostis, perda do interesse na relação conjugal.

O Álcool pode ser procurado tanto para ficar sexualmente desinibido como para evitar a vida sexual.

No trabalho os colegas podem notar um comportamento mais irritável do que o habitual, atrasos e mesmo faltas. Acidentes de carro passam a acontecer.

Quando essas situações acontecem é sinal de que o indivíduo já perdeu o controle da bebida: pode estar travando uma luta solitária para diminuir o consumo do álcool, mas geralmente as iniciativas pessoais resultam em fracassos. As manifestações corporais costumam começar por vômitos pela manhã, dores abdominais, diarréia, gastrites, aumento do tamanho do fígado.

Pequenos acidentes que provocam contusões, e outros tipos de ferimentos se tornam mais freqüentes, bem como esquecimentos mais intensos do que os lapsos que ocorrem naturalmente com qualquer um, envolvendo obrigações e deveres sociais e trabalhistas.

A susceptibilidade a infecções aumenta e dependendo da predisposição de cada um, podem surgir crises convulsivas.

Nos casos de dúvidas quanto ao diagnóstico, deve-se sempre avaliar incidências familiares de alcoolismo porque se sabe que a carga genética predispõe ao alcoolismo.

É muito mais comum do que se imagina a coexistência de alcoolismo com outros problemas psiquiátricos prévios ou mesmo precipitante. Os transtornos de ansiedade, depressão e insônia podem levar ao alcoolismo.

Tratando-se a base do problema muitas vezes se resolve o alcoolismo. Já os transtornos de personalidade tornam o tratamento mais difícil e prejudicam a obtenção de sucesso.

A dependência de álcool (alcoolismo) é uma doença crônica e multifatorial; isso significa que diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento, incluindo a quantidade e frequência de uso do álcool, a condição de saúde do indivíduo e fatores genéticos, psicossociais e ambientais. No entanto, não são estes fatores que definem o diagnóstico de dependência.

Ela é definida pela 10ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS), como um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após o uso repetido de álcool, tipicamente associado aos seguintes sintomas: forte desejo de beber, dificuldade de controlar o consumo (não conseguir parar de beber depois de ter começado), uso continuado apesar das consequências negativas, maior prioridade dada ao uso da substância em detrimento de outras atividades e obrigações, aumento da tolerância (necessidade de doses maiores de álcool para atingir o mesmo efeito obtido com doses anteriormente inferiores ou efeito cada vez menor com uma mesma dose da substância) e por vezes um estado de abstinência física (sintomas como sudorese, tremores e ansiedade quando a pessoa está sem o álcool).

Segundo a 5ª edição do Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, DSM-5), da Associação Americana de Psiquiatria (APA, na sigla em inglês), os transtornos relacionados ao uso de álcool são definidos como a repetição de problemas decorrentes do uso do álcool que levam a prejuízos e/ou sofrimento clinicamente significativo, cuja gravidade varia de acordo com o número de sintomas apresentados, conforme quadro 1.

O que é considerado um alcoólatra?

Alcoolismo é a dependência do indivíduo ao álcool, considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o bom funcionamento do organismo, levando a consequências irreversíveis.

O que leva uma pessoa a se tornar alcoólatra?

O alcoolismo, também conhecido como “síndrome da dependência do álcool”, é uma doença que se desenvolve após o uso repetido de álcool, tipicamente associado aos seguintes sintomas (que não necessariamente ocorrem juntos): Compulsão: uma necessidade forte ou desejo incontrolável de beber.

O que fazer quando a pessoa é alcoólatra?

O fundamental é fazer uma aproximação afetuosa e amiga, com respeito pela pessoa, sem acusá-la ou culpá-la por seu comportamento relacionado ao uso do álcool. Uma abordagem acusatória leva a pessoa a reforçar suas defesas e negar que esteja enfrentando problemas.

O álcool faz parte da nossa cultura há muito tempo. Ele é consumido por pessoas de diferentes idades, em diversos tipos de situação e, às vezes, em quantidade exagerada. Quando isso acontece, os efeitos negativos prevalecem sobre os positivos e podem gerar consequências no longo prazo, como o alcoolismo. Para lidar com esse problema, é preciso, antes de tudo, identificar os tipos de alcoólatras.

O alcoolismo é uma doença que se caracteriza pela incapacidade de controle sobre a ingestão de álcool devido à dependência física e emocional. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 3% de toda a população brasileira com mais de 15 anos é alcoólatra — percentual que representa mais de 4 milhões de pessoas. 

Existem vários tipos de alcoolismo, que se diferenciam pelas características do paciente — idade atual, idade em que começou a abusar do álcool, idade em que se tornou dependente, histórico familiar e presença ou ausência de transtornos mentais ou abuso de outras drogas. 

Essa classificação foi criada com base em uma grande pesquisa desenvolvida por três instituições americanas: National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA), National Institute of Health (NIH) e National Epidemiological Survey on Alcohol and Related Conditions (NESARC). A seguir, saiba mais sobre cada uma dessas classificações.

Conheça os tipos de alcoólatras

Antes de começarmos a explicar cada um dos tipos de alcoólatras, precisamos deixar claro que essa classificação não é usada como diagnóstico para determinar se um indivíduo sofre ou não de alcoolismo. Ela tem como objetivo facilitar os estudos sobre a doença e guiar pesquisas relacionadas ao tema e às formas de prevenção. 

Alcoólatra jovem adulto

O estudo americano sobre os tipos de alcoólatras indica que 31,5% dos dependentes se encaixam nessa categoria, que corresponde ao maior grupo. Os alcoólatras jovens adultos costumam começar a beber no final da adolescência, por volta dos 19 anos, e se tornam dependentes alguns anos depois, com idade em torno de 24 anos.

Não é comum que os indivíduos desse grupo tenham transtornos mentais nem abusem de outras substâncias químicas, apesar de ser possível. Também é incomum que tenham outros familiares alcoólatras. Muitos deles ainda estão na faculdade ou acabaram de sair de casa dos pais e estão experimentando a independência da vida adulta pela primeira vez.

O alcoólatra jovem adulto costuma beber com menos frequência do que os outros, mas quando o faz, a tendência é que exagere na dose e pratique o binge drinking. O número de homens jovens adultos alcoólatras é 2,5 vezes maior que o de mulheres.

Alcoólatra jovem antissocial

Cerca de 21,1% dos alcoólatras são do tipo jovem antissocial, que representa aqueles que começam a beber ainda na adolescência, com cerca de 15 anos de idade, e desenvolvem dependência nos primeiros anos da vida adulta, muitas vezes antes dos 20. 

Mais da metade dos componentes desse grupo apresenta traços de Transtorno da Personalidade Antissocial. Também é comum que essas pessoas tenham depressão, fobias, Transtorno Obsessivo-Compulsivo e que abusem de outras substâncias como cigarro, maconha, cocaína e opioides. 

Mais de 75% dos alcoólatras jovens antissociais são homens e tiveram pouco ou nenhum acesso à educação de qualidade — o mesmo acontece em relação ao mercado de trabalho. Essas pessoas têm o costume de beber grandes quantidades de álcool de uma só vez.

A probabilidade de que esse tipo de alcoólatra busque tratamento é maior do que a dos jovens adultos — 35% deles já procurou ajuda em algum momento. Os componentes desse grupo são os que têm mais chance de buscar tratamento em clínicas, mas muitos também recorrem a grupos de apoio.

Alcoólatra funcional

Os alcoólatras funcionais formam um grupo com idade um pouco mais avançada do que os mencionados anteriormente — eles têm cerca de 40 anos e se tornaram dependentes depois dos 30, apesar de terem começado a beber no início da vida adulta. 

Os componentes desse grupo apresentam taxas moderadas de depressão, mas é raro que sofram com outros transtornos mentais. Muitos deles também fumam cigarros, mas não há muitos casos de abuso de outras drogas.

Cerca de 60% dos alcoólatras funcionais são do sexo masculino. De todas as classificações, esse é o grupo com menos chance de ter problemas legais decorrentes do alcoolismo. Aqui, prevalecem pessoas com bons níveis de educação e variados níveis de renda. 

Muitos dos alcoólatras funcionais são casados e sofrem por causa do vício. Menos de 20% deles já procuraram ajuda profissional para cuidar do problema — desses, a maioria recorre a grupos de apoio e a clínicas particulares. 

Alcoólatra crônico

O alcoólatra crônico é o tipo menos comum — segundo a pesquisa, apenas 9,2% dos dependentes de álcool estão nessa classificação. Os integrantes desse grupo começam a beber na adolescência e desenvolvem a dependência por volta dos 30 anos de idade. 77% dos alcoólatras crônicos têm parentes que também sofrem de alcoolismo e 47% deles apresentam transtornos de personalidade. 

Esse tipo de alcoólatra também é o mais propenso a sofrer com depressão, ansiedade, Transtorno Bipolar, fobias e Síndrome do Pânico. Além disso, costumam consumir outras drogas, como cigarro, maconha, cocaína e opioides. 

O alcoólatra crônico é o tipo que mais faz esforços para se curar, mas nem sempre tem sucesso. Além disso, é o que tem mais emergências de saúde como consequência do abuso de álcool.

Esse grupo também é o que mais sofre com problemas familiares por causa do vício — aqui, os números de divórcios e separações são os mais altos em relação às outras classificações. Os alcoólatras crônicos bebem com mais frequência, mas em menor quantidade em relação aos outros grupos. 

Alcoólatra familiar intermediário

Os componentes desse grupo são aqueles que têm parentes próximos que sofrem de alcoolismo. Eles começam a beber no final da adolescência e desenvolvem dependência com cerca de 30 anos de idade. Os alcoólatras familiares intermediários também têm grandes chances de sofrer com transtornos de personalidade, depressão e ansiedade, além de fazer uso de outras substâncias, como cigarro, maconha e cocaína. 

64% dos integrantes desse grupo são homens. Eles costumam ter boa educação e ser ativos no mercado de trabalho, mesmo que a renda não seja alta. O alcoólatra familiar intermediário não costuma buscar tratamento profissional, mas pode recorrer a grupos de apoio e, às vezes, buscar ajuda em clínicas particulares. 

Saiba como funciona o tratamento para alcoolismo

O tratamento para o alcoolismo deve ser iniciado quando for constatado que a bebida interfere negativamente no dia a dia do paciente. Após a identificação dos sintomas do alcoolismo e do diagnóstico, é feita uma desintoxicação. Esse processo pode usar medicamentos para ajudar a diminuir a compulsão. Paralelamente a esse tratamento, é indicado que o paciente seja acompanhado por um psicoterapeuta. 

A Clínica Vitta desenvolve tratamentos específicos para cada um – independente do tipo de droga utilizada- através de abordagens terapêuticas comprovadamente eficazes, capaz de motivá-los na busca de um novo estilo de vida, no qual se tornem saudáveis, produtivos e sóbrios.

O primeiro passo é conscientizá-lo de sua doença, para que dessa forma ele entenda que precisa de tratamento e que nosso objetivo é ajuda-lo a conquistar a cura. A busca da recuperação e reabilitação não é um caminho fácil, por isso, precisa ser trabalhado com seriedade, planejamento e dedicação. Nossos profissionais são devidamente treinados e capacitados, com vasta experiência para realizar os objetivos traçados e garantir o sucesso do tratamento.

Nosso programa de trabalho oferece ainda um ambiente agradável, com grande área verde, favorecendo a integração e tranqüilidade. Com excelente localização em São Paulo – SP.Trabalhamos com o paciente em sua totalidade, ou seja, corpo, mente e espírito. Dessa forma, sabemos que sua recuperação será mais rápida e duradoura.

Oferecemos também todo suporte e orientação a família, que é parte fundamental para o resultado positivo.

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